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3 de novembro de 2016

O Poder Corrompe?

palmas

Antes de iniciar a leitura desse artigo, apesar de ser um tema muito alinhado com a minha vida pessoal, semana seguinte a do meu aniversário, quero deixar claro que tenho a felicidade de declarar que o texto NÃO retrata a minha realidade, pois tenho a honra de ter sólido network com todos os meus ex-chefes das 8 empresas em que atuei (e foram muito mais do que 8 executivos que me lideraram) e TODOS os meus chefes diretos, até alguns superiores indiretos, me remeteram mensagens de aniversário, me telefonaram e me abraçaram nesse meu aniversário!

Até os executivos expatriados,  que já retornaram aos Estados Unidos e França, há mais de 12 anos atrás, se lembraram de mim e estiveram presentes via mensagens na data do meu aniversário!

Mas, esse não é o mais comum de ocorrer, e lendo um dos livros que ganhei de presente de aniversário, selecionei o trecho que menciono abaixo:

O Poder da Presença

Autora: Amy Cuddy

Editora Sextante

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“Qual dos seguintes fatos é mais provável de acontecer?

A- Seu chefe se lembra do seu aniversário.

B- Você se lembra do aniversário do seu chefe.

Tenho uma resposta para isso, embora não me orgulhe dela…..

O poder ajuda a nos fixarmos menos no que os outros pensam, o que é libertador, mas também pode fazer com que pensemos menos nas outras pessoas – e que pensemos de forma negligente quando o fazemos.

Aqueles que detém poder social também podem descambar facilmente para o hábito preguiçoso de enxergar e tratar os menos poderosos (funcionários subordinados, por exemplo) não como indivíduos, mas como esboços toscos e estereotipados de pessoas.

Um motivo para isso, é que a atenção se volta para quem está acima de nós na hierarquia, não para quem está embaixo.

Prestamos atenção nas pessoas que controlam nosso destino porque queremos ser caapzes de prever como agirão.

Os poderosos, podem se dar ao luxo de serem desatenciosos para com os menos poderosos – seu destino não depende dos seus subordinados (ou, se depende, aqueel subordinado acabou de se tornar poderoso).

Isso é agravado, pelo fato de que as pessoas no poder costumam ter sua atenção mais solicitada e assim sobre menos para conceder.

Quer dizer então que o poder corrompe?

Certamente, como muitos estudos – sem falar na história e na experiência – já demonstraram.

Com frequência, o poder social cria o tipo de interdependência assimétrica que gera iniquidade, injustiça e comportamentos antissociais, como criar estereotipos.

Por isso devemos nos esforçar para superar nossas tendências negativas de usar o poder social não apenas em benefício próprio, mas também em benefício dos outros.

Muitos efeitos negativos do poder social diminuem quando as pessoas são motivadas pela percepção de si mesmas como justas e decentes, pelo desejo de correção, pela noção de responsabilidade pelos outros e por atingir as metas da organização – quando, por exemplo, o chefe se sente responsável pelo desenvolvimento, bem-estar e desempenho de seus funcionários ou quando se sente responsável pelo sucesso da empresa.”

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